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| MANOEL ROOS |
domingo, 26 de fevereiro de 2012
domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Pão e Poesia em exposição na Biblioteca
A Editora Cultura em Movimento da Fundação Cultural de Blumenau abre segunda-feira, 1◦, a exposição de poemas Pão e Poesia, uma homenagem aos escritores selecionados para esta primeira etapa do ano do projeto. A mostra ficará aberta à visitação pública na Biblioteca Municipal Fritz Müller, até o dia 31 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h30, e aos sábados, das 8 horas ao meio-dia. A entrada é gratuita.
sábado, 30 de julho de 2011
Mostra Cultural - Novos Talentos - Uniasselvi
Está em exposição no hall do Teatro Michelangelo (Uniasselvi, Fameblu) no Campus II a Mostra cultural, novos talentos...
http://prwleite.blogspot.com/2011/07/mostra-cultural-novos-talentos.html
http://prwleite.blogspot.com/2011/07/mostra-cultural-novos-talentos.html
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Pão e Poesia está nas padarias
O projeto Pão e Poesia da Editora Cultura em Movimento da Fundação Cultural de Blumenau já está circulando em padarias de diversas cidades catarinenses. Desta vez são 75 mil cartuchos de pão com poemas e textos impressos na gráfica da Fundação e distribuídos gratuitamente pela empresa Incorpel.
Escritores participantes
Sandra Laurita
Neida Rocha
Jackeline Nawá
Fabiana Lange
Viviana Borchardt
Hugo Quintana
Jussara Ferreira
Lucinda Costa
Diva Martinelli
Harry Wiese
Ruca Souza
Valdeck Almeida de Jesus
Odolivio da Silva
Paulo Roberto Wovst Leite
Ricardo Brandes
Rosane Magaly Martins
tuco egg
Gabriel Gómez
Cláudia Vetter
Ana Peres Batista
Iris Schreiber
Fátima Venutti
| Poemas Selecionados para o Projeto Pão e Poesia - Maio/2011 - Fundação Cultural |
Fonte:
Raquel Furtado, agente cultural FCB (3326 7511 e 9903 5403)
Assessora de Comunicação:
Marilí Martendal (3326 8124 e 9943 0235)
http://www.blumenau.sc.gov.br/
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de maio de 2010
FCB divulga nomes dos poetas do Projeto Pão & Poesia 2010
A prefeitura, por meio da Fundação Cultural de Blumenau (FCB), divulga a relação dos poetas do Projeto Pão & Poesia 2010 (ver tabela). A proposta do projeto, que também está sendo aplicado em outras cidades do Estado, como Criciúma, Rio do Sul, Lages e Florianópolis, é de provocar o hábito da leitura e o gosto pela poesia, principalmente às pessoas não familiarizadas com os versos e impossibilitadas de adquirir livros de poemas.
Relação
POEMA | AUTOR |
Noturno | Fátima Venutti |
Obra Preciosa | Luciana Welter |
A Vila | Nane Pereira |
Curtinho Para Amar Depressa | Rafael Zen |
Espaço | Fabiana Lange |
Essência | Maria de Fátima M. Baugãtner |
Saudades | Tânia Maria da Silva |
O Acaso? | Ilka Bosse |
Janela Poética | Robson René Pereira |
Pedaços de Mim | Jussara Ferreira |
Sobre a Saudade | Camila Iara Marcos |
Lar | Ricardo Brandes |
Moda | Tchello D´Barros |
Penso Que Sei | Paulo Roberto Wovst Leite |
Dos Momentos | Marlene Hüskes |
FONTE: http://tinyurl.com/37g8cq3
PENSO QUE SEI
Às vezes
Fico olhando a lua
Nada me diz
Enquanto soa uma canção ao meu ouvido
De novo acordado na noite
Sinto-me estranho
Às vezes
Fico olhando a lua
Nada me diz
Enquanto soa uma canção ao meu ouvido
De novo acordado na noite
Sinto-me estranho
Às vezes
sábado, 20 de março de 2010
Deja vu
... estive numa festa literária aqui em São José dos Campos recentemente, onde haviam poemas de vários autores joseenses espalhados pelo espaço. Qual não foi minha surpresa quando deparei-me com o meu poema 7 de setembro (aqui logo abaixo: http://livrorefletindo.blogspot.com/1992/11/sete-de-setembro.html ) e senti-me num deja vu, no dia do lançamento do "Refletindo". Um poema de 1992! E eu publiquei tanta coisa em blogs depois disso... Mas a referência era (e sempre foi) o livro físico. Embora esse poema continue tão atual como nunca, é preciso que o restante da minha obra também apareça. Esteja ela publicada de forma virtual ou de forma impressa. Eis o poder que o livro encerra em sí.
Wallace Puosso
Wallace Puosso
domingo, 29 de novembro de 2009
Pão & Poesia é ampliado
Pão & Poesia
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.
O projeto Pão & Poesia da Fundação Cultural de Blumenau está sendo ampliado para todo o Estado, com um maior número de sacos de pão impressos. Em setembro foram distribuídos 30 mil poemas em Blumenau, Gaspar, Timbó, Pomerode e Indaial. Já em outubro o Pão & Poesia passou para uma tiragem de 120 mil poemas/mês, graças a uma parceria com a Incorpel, de Palhoça. Isso possibilitou levar o projeto também para as cidades de Criciúma, Orleans, Rio do Sul, Lages e Florianópolis. Para o próximo ano a Fundação Cultural pretende expandir o Pão & Poesia para outras cidades.
Poetas de Blumenau que quiserem participar podem enviar seus poemas para a Fundação Cultural. A meta é divulgar suas obras, provocar o hábito da leitura e o gosto pela poesia, principalmente às pessoas não familiarizadas com os versos e impossibilitadas de adquirir livros de poemas. Uma comissão vai selecionar os textos. Os interessados podem encaminhar suas poesias (com a devida autorização de publicação) para a Fundação Cultural de Blumenau – Centro de Publicação, Documentação e Referência em Leitura: Alameda Duque de Caxias, 64 ou para o e-mail editora@fcblu.com.br
Autores participantes
Ricardo Brandes Poema chuvoso
Ilka Bosse Tenho medo
Ivo Hadlich Tango
Fátima Venutti Canção de ninar
Neida Rocha O vaga-lume
Rosane Magaly Martins Êxtase
Tchello d´Barros S/ Titulo
Joni Kormann O meu destino
Paulo Roberto Wovst Leite Pó na estrada
Felipe Gruetzmacher Eis a questão: ser ou ter?
Maria de Fátima Baumgärtner O amor
Raquel Gastaldi Eu feliz
Cláudia Iara Vetter Nenhuma palavra
Fonte: Raquel Furtado, agente cultural FCB (3326 7511 e 9903 5403)Poetas de Blumenau que quiserem participar podem enviar seus poemas para a Fundação Cultural. A meta é divulgar suas obras, provocar o hábito da leitura e o gosto pela poesia, principalmente às pessoas não familiarizadas com os versos e impossibilitadas de adquirir livros de poemas. Uma comissão vai selecionar os textos. Os interessados podem encaminhar suas poesias (com a devida autorização de publicação) para a Fundação Cultural de Blumenau – Centro de Publicação, Documentação e Referência em Leitura: Alameda Duque de Caxias, 64 ou para o e-mail editora@fcblu.com.br
Autores participantes
Ricardo Brandes Poema chuvoso
Ilka Bosse Tenho medo
Ivo Hadlich Tango
Fátima Venutti Canção de ninar
Neida Rocha O vaga-lume
Rosane Magaly Martins Êxtase
Tchello d´Barros S/ Titulo
Joni Kormann O meu destino
Paulo Roberto Wovst Leite Pó na estrada
Felipe Gruetzmacher Eis a questão: ser ou ter?
Maria de Fátima Baumgärtner O amor
Raquel Gastaldi Eu feliz
Cláudia Iara Vetter Nenhuma palavra
Jornalista: Marilí Martendal – MTb/SC 00694 JP. 3326 8124 e 9943 0235.
PÓ NA ESTRADA
Pago aumento para comer a poeira
sorrio ou me entristeço,
mas enfim sou transeunte desta via.
Deste caminho que se cruza,
deste olhar que se perde,
e busca o teu
em meio as janelas entreabertas
sorrio ou me entristeço,
mas enfim sou transeunte desta via.
Deste caminho que se cruza,
deste olhar que se perde,
e busca o teu
em meio as janelas entreabertas
em meio ao calor de um pouco
de insatisfação.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
WALLACE, esteve com a peça na Bolivia,
se apresentando em Santa Cruz de la Sierra e La Paz.
No orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=52954070
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
de Nelson Rodrigues
Direção: Claudio Mendel
Elenco:
Adriana Barja (Geni)
Ana Cristina Freitas (tia 2)
Andréia Barros (Geni)
Caren Ruaro (tia 1)
Gutto Moreira (Serginho)
Milena Roberta (tia 3)
Vander Palma (Patrício)
Wallace Puosso (Herculano)
Assistente de Direção: André Ravasco
Iluminação: Daniel Souza
Sonoplastia: Claudio Mendel
Operação de Som: Eletra Souza
Preparador Corporal: Robson Jacqué
Realização e Produção: Cia Teatro da Cidade
se apresentando em Santa Cruz de la Sierra e La Paz.
No orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=52954070
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
de Nelson Rodrigues
Direção: Claudio Mendel
Elenco:
Adriana Barja (Geni)
Ana Cristina Freitas (tia 2)
Andréia Barros (Geni)
Caren Ruaro (tia 1)
Gutto Moreira (Serginho)
Milena Roberta (tia 3)
Vander Palma (Patrício)
Wallace Puosso (Herculano)
Assistente de Direção: André Ravasco
Iluminação: Daniel Souza
Sonoplastia: Claudio Mendel
Operação de Som: Eletra Souza
Preparador Corporal: Robson Jacqué
Realização e Produção: Cia Teatro da Cidade
domingo, 3 de maio de 2009
Como se fosse hoje.
Continuamos atuais, felizmente e infelizmente também.
Porque?
Pouco mudou nosso país e no que diz respeito a cultura,
menos ainda.
Mas insistimos e resistimos.
Porque?
Pouco mudou nosso país e no que diz respeito a cultura,
menos ainda.
Mas insistimos e resistimos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
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sábado, 21 de novembro de 1992
ALGUNS
Alguns nascem
pra falar, falar, falar,
outros só ouvem.
Alguns ouvem e sabem
o que estão ouvindo
outros, nem tanto.
Alguns nascem
pra amar, sofrer, amar,
outros, vivem sozinhos.
Alguns se amam
e conseguem amar com isso.
Outros, sofrem sem saber.
Alguns nascem
pra viver, viver, viver,
outros, se acomodam.
Alguns vivem a vida
no que ela tem de melhor.
Outros, se alienam.
Uns nascem pra vencer,
outros pra perder.
Alguns lutam
e a maioria, tem medo...
pra falar, falar, falar,
outros só ouvem.
Alguns ouvem e sabem
o que estão ouvindo
outros, nem tanto.
Alguns nascem
pra amar, sofrer, amar,
outros, vivem sozinhos.
Alguns se amam
e conseguem amar com isso.
Outros, sofrem sem saber.
Alguns nascem
pra viver, viver, viver,
outros, se acomodam.
Alguns vivem a vida
no que ela tem de melhor.
Outros, se alienam.
Uns nascem pra vencer,
outros pra perder.
Alguns lutam
e a maioria, tem medo...
"VIDA"
Talvez não haja mais
nem um dia além deste.
Seria bom uma flor abrir
agora.
Antes do romper da última
aurora.
nem um dia além deste.
Seria bom uma flor abrir
agora.
Antes do romper da última
aurora.
BARREIRA DO TEMPO
Ainda que girando
fosse roleta,
não lhe concederia a sorte
e, sim, de números haveria de se perder.
Antes que me esqueça,
por ter sido esquecido,
passaram-se muitos anos,
contá-los faz o tempo diminuir.
Um botão de rosa desabrocha,
faz-se flor bela e monumental
assim como toda menina
um dia há de ser mulher.
fosse roleta,
não lhe concederia a sorte
e, sim, de números haveria de se perder.
Antes que me esqueça,
por ter sido esquecido,
passaram-se muitos anos,
contá-los faz o tempo diminuir.
Um botão de rosa desabrocha,
faz-se flor bela e monumental
assim como toda menina
um dia há de ser mulher.
"PRA QUE FALAR DE MARIA"
Pra que falar de Maria
se também vi Juliana,
Vanessa, Andressa e outras tantas
em frente à pia,
na soleira do tanque,
esperando alguém?
Pra que falar de Maria
se também vi Judite,
Raimunda, Bernadete e outras tantas
em frente ao mar,
na beira do rio,
esperando alguém?
Pra que falar de Maria
se aconteceu co Juliana,
Vanessa, Andressa, Raimunda,
Judite, Bernadete, Ivete
e outras tantas mais?
Pra que falar de Maria
se todas sabiam,
mas fizeram também?
Nove foram os meses
e tantas foram as vezes
que se esqueceram de amar....
se também vi Juliana,
Vanessa, Andressa e outras tantas
em frente à pia,
na soleira do tanque,
esperando alguém?
Pra que falar de Maria
se também vi Judite,
Raimunda, Bernadete e outras tantas
em frente ao mar,
na beira do rio,
esperando alguém?
Pra que falar de Maria
se aconteceu co Juliana,
Vanessa, Andressa, Raimunda,
Judite, Bernadete, Ivete
e outras tantas mais?
Pra que falar de Maria
se todas sabiam,
mas fizeram também?
Nove foram os meses
e tantas foram as vezes
que se esqueceram de amar....
G a N g R e N a G e M
A peça.
A parte oca na boca do céu
da escuridão do dia-a-dia e noite,
o açoite no rolo da Máquina.
Um aparte no infinito contorno
da bandeira na beira do mastro.
A peça.
A parte fosca e tosca
no oco do céu da boca
que engole a gula do sistema,
mas ninguém se dá conta.
Tudo o todo aponta na verdade
o vício ilícito de um mesmo esquema.
A peça.
Uma fresta é o que resta
da vontade da verdade de viver,
mas ninguém parece notar:
estão muito ocupados prá pensar...
A parte oca na boca do céu
da escuridão do dia-a-dia e noite,
o açoite no rolo da Máquina.
Um aparte no infinito contorno
da bandeira na beira do mastro.
A peça.
A parte fosca e tosca
no oco do céu da boca
que engole a gula do sistema,
mas ninguém se dá conta.
Tudo o todo aponta na verdade
o vício ilícito de um mesmo esquema.
A peça.
Uma fresta é o que resta
da vontade da verdade de viver,
mas ninguém parece notar:
estão muito ocupados prá pensar...
ALÉM-DO-HOMEM
Maior seria a ira
quanto maior a vontade
de se aprofundar.
De imaginar soaria aos gritos
a palavra potência.
O querer pelo não querer,
o buscar pelo não buscar,
o vôo alto além do desejo,
a descida ao fundo,
encontro com o caos.
Com que passos?
Por qual saída?
Um caminho, mil lugares.
Basta um motivo.
Soaria bem mais alto
com os ouvidos abertos.
Maior seria a conquista
quanto maior a luta,
a vontade de se aprofundar,
de imaginar soaria aos gritos
a palavra potência.
Do abismo do conhecimento
ao concreto estado do saber
como uma ponte a permitir-se,
transportar-se além abismo,
fundir-se com o caos.
Não há passos.
Não há saídas.
Um caminho, mil lugares.
Basta um motivo.
Soaria bem mais alto
com os ouvidos abertos.
quanto maior a vontade
de se aprofundar.
De imaginar soaria aos gritos
a palavra potência.
O querer pelo não querer,
o buscar pelo não buscar,
o vôo alto além do desejo,
a descida ao fundo,
encontro com o caos.
Com que passos?
Por qual saída?
Um caminho, mil lugares.
Basta um motivo.
Soaria bem mais alto
com os ouvidos abertos.
Maior seria a conquista
quanto maior a luta,
a vontade de se aprofundar,
de imaginar soaria aos gritos
a palavra potência.
Do abismo do conhecimento
ao concreto estado do saber
como uma ponte a permitir-se,
transportar-se além abismo,
fundir-se com o caos.
Não há passos.
Não há saídas.
Um caminho, mil lugares.
Basta um motivo.
Soaria bem mais alto
com os ouvidos abertos.
ANTROPOFAGIA
O homem
(no sentido masculino de ser)
é antropofágico
por força de sua
própria natureza humana.
Ele come.
Isso acaba definindo
todo o seu comportamento
de canibal psicológico.
(no sentido masculino de ser)
é antropofágico
por força de sua
própria natureza humana.
Ele come.
Isso acaba definindo
todo o seu comportamento
de canibal psicológico.
CORES
A cor é azul.
A eternidade aparente,
às vezes tão próxima,
quase sempre tão longe.
A cor é verde.
A esperança que nunca morre,
a natureza que está se acabando,
a grama onde repousamos.
A cor é rosa.
Tão dócil e sensível,
tão forte e decidida,
a mulher neste mundo machista.
A cor é branca.
A pomba livre a voar,
os apelos de paz,
a canção dos loucos ao luar.
A eternidade aparente,
às vezes tão próxima,
quase sempre tão longe.
A cor é verde.
A esperança que nunca morre,
a natureza que está se acabando,
a grama onde repousamos.
A cor é rosa.
Tão dócil e sensível,
tão forte e decidida,
a mulher neste mundo machista.
A cor é branca.
A pomba livre a voar,
os apelos de paz,
a canção dos loucos ao luar.
"ATENEU"
Leu-se da mente prá vida da gente;
Leu-se na mesa na frente da gente;
Muitas palavras, somente visões.
Escuras na clareza da mente,
nas escritas à mão.
Falou-se da vida na frente da gente;
Falou-se da morte na face da gente;
Muitas palavras, somente exaltações.
Muitas verdades, apoiadas
no berço da civilização.
Leu-se na mesa na frente da gente;
Muitas palavras, somente visões.
Escuras na clareza da mente,
nas escritas à mão.
Falou-se da vida na frente da gente;
Falou-se da morte na face da gente;
Muitas palavras, somente exaltações.
Muitas verdades, apoiadas
no berço da civilização.
NUA MAGIA
Lua cheia
lua bela
lua, luar.
Diz-me o segredo da tua beleza
que por mais que te admire
não te sacrifico
como sacrificamos o amor todo dia.
Tu é outra história,
é amor de várias faces.
O romântico, o louco, o racional,
quem de ti não se banhou?
lua bela
lua, luar.
Diz-me o segredo da tua beleza
que por mais que te admire
não te sacrifico
como sacrificamos o amor todo dia.
Tu é outra história,
é amor de várias faces.
O romântico, o louco, o racional,
quem de ti não se banhou?
"ESTE ALGUÉM"
Não está nem longe, nem perto;
Não é tão grande e nem tão certo,
este amor que procuro.
Sonho dentro da realidade do mundo.
Nem tão longe, nem tão perto.
Estou aqui para amar e ser amado...
Sonhar é facíl.
Difícil é encontrar...
Não é tão grande e nem tão certo,
este amor que procuro.
Sonho dentro da realidade do mundo.
Nem tão longe, nem tão perto.
Estou aqui para amar e ser amado...
Sonhar é facíl.
Difícil é encontrar...
PASSADO NUBLADO
Esta noite
dormi embalado pela chuva
que caía muda
pela dissonância surda
das paredes do meu quarto
que guardava pedaços
de tristeza e alegria
e do passado que um dia
nunca foi tão meu.
Esta noite
acordei assustado
e você já havia se mudado
e me deixado sozinho
embalado pela chuva que caía
através do caminho
de espinhos e carinhos
de um passado confuso
que sempre foi teu.
dormi embalado pela chuva
que caía muda
pela dissonância surda
das paredes do meu quarto
que guardava pedaços
de tristeza e alegria
e do passado que um dia
nunca foi tão meu.
Esta noite
acordei assustado
e você já havia se mudado
e me deixado sozinho
embalado pela chuva que caía
através do caminho
de espinhos e carinhos
de um passado confuso
que sempre foi teu.
LIMITES
Uma cor, um luar
um farol, um olhar
uma voz, um trovão
uma mente, um coração
uma criança, um velho
uma noite, um dia.
De dia um caminhar
de noite um sonhar
na guerra um soldado
na paz um homem
na vida muitas portas a se abrirem
na morte uma fronteira a passar.
Uma árvore, uma construção
uma casa, um portão
um muro, um obstáculo
meu corpo, meu porão da alma.
um farol, um olhar
uma voz, um trovão
uma mente, um coração
uma criança, um velho
uma noite, um dia.
De dia um caminhar
de noite um sonhar
na guerra um soldado
na paz um homem
na vida muitas portas a se abrirem
na morte uma fronteira a passar.
Uma árvore, uma construção
uma casa, um portão
um muro, um obstáculo
meu corpo, meu porão da alma.
SETE DE SETEMBRO
A bandeira tremulava
solitária na avenida
no Dia da Independência.
O povo todo assistia
sem entender o que via;
Ninguém estava ali
por ser patriota:
É que não tinham nada,
absolutamente nada
prá fazer em casa...
solitária na avenida
no Dia da Independência.
O povo todo assistia
sem entender o que via;
Ninguém estava ali
por ser patriota:
É que não tinham nada,
absolutamente nada
prá fazer em casa...
"VIVA LUZ"
Ó meu espírito,
educa teu ouvido
ouve a voz
que vem te chamar,
pois a luz,
anda pelos berços da morte
a procura de ti.
Ó meu espírito,
que exausto está calado,
envolto de flagelo,
pois veste-se de mortalha
mas ainda anda
embriagado de luz.
educa teu ouvido
ouve a voz
que vem te chamar,
pois a luz,
anda pelos berços da morte
a procura de ti.
Ó meu espírito,
que exausto está calado,
envolto de flagelo,
pois veste-se de mortalha
mas ainda anda
embriagado de luz.
INFINITO SER
A última palavra
soluçada ao vento
como um clamor divino
um simples apelo humano.
O ar matutino,
a brisa no rosto pálido
a vontade de seguir,
um homem contra seu karma.
Uma flecha corta,
riscando seu traço,
um filete de sangue,
a marca no peito.
A vida se esvaindo
como que saindo em etapas,
a memória em turbilhão,
uma lágrima escapa ao olho.
A morte leve,
o fechar das pálpebras,
tombar completo,
união final.
O laço atado,
enfim fechado o ciclo
o espírito se eleva,
agora pronto para viver.
soluçada ao vento
como um clamor divino
um simples apelo humano.
O ar matutino,
a brisa no rosto pálido
a vontade de seguir,
um homem contra seu karma.
Uma flecha corta,
riscando seu traço,
um filete de sangue,
a marca no peito.
A vida se esvaindo
como que saindo em etapas,
a memória em turbilhão,
uma lágrima escapa ao olho.
A morte leve,
o fechar das pálpebras,
tombar completo,
união final.
O laço atado,
enfim fechado o ciclo
o espírito se eleva,
agora pronto para viver.
"TROPICALIS"
O toque sutíl dos ventos
com as flores.
O toque das mãos e dos amores.
O toque do orvalho com a relva.
O toque das mãos e dos amores.
As flores brancas, negras e louras.
O toque sutíl do Brasil.
As dores, as flores, os amores
e os grandes rumores.
Tudo isso é Brasil!
com as flores.
O toque das mãos e dos amores.
O toque do orvalho com a relva.
O toque das mãos e dos amores.
As flores brancas, negras e louras.
O toque sutíl do Brasil.
As dores, as flores, os amores
e os grandes rumores.
Tudo isso é Brasil!
A ESPERA
O sol
a lua
o sol
a lua
o sol
a lua
o sol
a lua
a lua
A lua...
Por onde
andará você?
(Daqui a pouco,
vai que dá um eclipse,
e aí...
Aí é que eu
não te acho mais...)
a lua
o sol
a lua
o sol
a lua
o sol
a lua
a lua
A lua...
Por onde
andará você?
(Daqui a pouco,
vai que dá um eclipse,
e aí...
Aí é que eu
não te acho mais...)
PURUBA
Mar e praia,
............praia e sol,
.........................sol e terra,
..................................terra e lua,
...............................................lua e mar.
........................................................Mar e sol,
................................................sol e lua,
.................................lua e praia,
.................praia e terra,
terra e mar.
............praia e sol,
.........................sol e terra,
..................................terra e lua,
...............................................lua e mar.
........................................................Mar e sol,
................................................sol e lua,
.................................lua e praia,
.................praia e terra,
terra e mar.
A "VIAGEM" DOS DEDOS
Será que os dedos
do ostracismo e da hipocrisia
passaram sem dó a mão
pelo cú da poesia
ou será que foram fundo
e encheram de lógica
a elegia caótica
desse cú de mundo?
do ostracismo e da hipocrisia
passaram sem dó a mão
pelo cú da poesia
ou será que foram fundo
e encheram de lógica
a elegia caótica
desse cú de mundo?
"CRIADOR"
Para que Deus deu os olhos ao homem?
Para que veja o certo e faça o errado.
Para que Deus deu a língua ao homem?
Para que ele perdoe no ódio
e blasfeme no amor.
Para que Deus deu os braços ao homem?
Para que el abrace com falsidade a ternura.
Pra que, (que) Deus te deu a vida?
Para que veja o certo e faça o errado.
Para que Deus deu a língua ao homem?
Para que ele perdoe no ódio
e blasfeme no amor.
Para que Deus deu os braços ao homem?
Para que el abrace com falsidade a ternura.
Pra que, (que) Deus te deu a vida?
MESSIAS
Recebi a mensagem do homem,
que dizia ser filho do homem.
Falou da luz e das trevas,
da verdade e da mentira,
mostrou-me as mãos
e o livro que trazia.
Leu uma história,
repetiu em poema,
narração e parábola,
chamou-me de Heródes,
Maomé, Hitler e Gandhi.
Tomou um veneno
oferecendo-me um cálice.
Tombou morto de overdose,
sua palidez desfigurou-lhe
o rosto.
que dizia ser filho do homem.
Falou da luz e das trevas,
da verdade e da mentira,
mostrou-me as mãos
e o livro que trazia.
Leu uma história,
repetiu em poema,
narração e parábola,
chamou-me de Heródes,
Maomé, Hitler e Gandhi.
Tomou um veneno
oferecendo-me um cálice.
Tombou morto de overdose,
sua palidez desfigurou-lhe
o rosto.
CRESCENTE E MINGUANTE
Aos primeiros raios de manhã
de um recomeço de vida
cobri ternamente teu corpo de seda
com a luz acolhedora do sol.
Teus cabelos de raro ouro brilharam
esparramados por entre fronhas de
ainda mais dourados.
E assim, enquanto tu dormias,
sorrindo tranqüila como menina-ninfeta,
acariciei e beijei-te bem devagar.
Contornei de desejos
tuas longas esguias curvas provocantes,
demarcadas de meio-tom moreno, ameno
à meia luz da manhã
de um começo de vontade
E tu foste se acendendo aos poucos,
pequenina flor frágil, forte e tenra carne
envolta sonolenta numa terna cantiga de ninar.
Encheu-se de viva-luz.
Teus pelos dourados de desejo
arrepiaram-se com prazer indisfarçável,
incontrolável, entre lençóis e lençóis.
E você se entregou, sorrindo, malícia,
sonhando acordada, cheia de sedução.
E, aos primeiros raios da manhã
de um começo de vida,
amei-te inteira.
Inteira te amei.
de um recomeço de vida
cobri ternamente teu corpo de seda
com a luz acolhedora do sol.
Teus cabelos de raro ouro brilharam
esparramados por entre fronhas de
ainda mais dourados.
E assim, enquanto tu dormias,
sorrindo tranqüila como menina-ninfeta,
acariciei e beijei-te bem devagar.
Contornei de desejos
tuas longas esguias curvas provocantes,
demarcadas de meio-tom moreno, ameno
à meia luz da manhã
de um começo de vontade
E tu foste se acendendo aos poucos,
pequenina flor frágil, forte e tenra carne
envolta sonolenta numa terna cantiga de ninar.
Encheu-se de viva-luz.
Teus pelos dourados de desejo
arrepiaram-se com prazer indisfarçável,
incontrolável, entre lençóis e lençóis.
E você se entregou, sorrindo, malícia,
sonhando acordada, cheia de sedução.
E, aos primeiros raios da manhã
de um começo de vida,
amei-te inteira.
Inteira te amei.
"HUMANO"
Chora tempo
Passa solidão
Não quero mais
Não agüento mais
Passa tempo
Chora solidão.
Tem dó;
Olha bem;
Vê só:
Não sou ruim.
Olha bem
Vê só;
Tem dó:
Sou mais
ou menos assim...
Passa solidão
Não quero mais
Não agüento mais
Passa tempo
Chora solidão.
Tem dó;
Olha bem;
Vê só:
Não sou ruim.
Olha bem
Vê só;
Tem dó:
Sou mais
ou menos assim...
O MURO DA VERGONHA
Canções me falam de revolução.
Jornais em preto e branco
estampam todo o sangue
derramado por jovens de brio
durante a revolução estudantil.
Beatles, Stones, Dylan
Kerouack, Rimbaud, Leary e tantos outros
pregam novos costumes e posturas.
Festivais cantam velhos ideais:
liberdade, igualdade e fraternidade;
Falam em se acabar de vez
com as grandes diferenças do mundo.
Falam de liberdade,
paz de espírito e amor pela vida,
mas, a vida agradece, e se compadece
enquanto o mundo assiste a tudo
impassível, e por cima do muro
sem ter vontade de mudar...
Que mais pode o homem fazer,
para despertar o olhar crítico
que vem de dentro de toda hipocrisia
que ele mesmo ajudou a cultivar?
Que mais pode o homem fazer,
para combater sua própria incapacidade
de não querer enxergar um passo sequer
diante do seu próprio tempo?
As respostas parecem estar
esvairando-se pouco a pouco
com o passar dos tempos.
Porque, no fundo, no fundo,
nada mais somos do que
apenas mais um tijolo
revestindo o Muro da Vergonha
que, certamente, não é da Alemanha.
Ele existe em toda parte.
Jornais em preto e branco
estampam todo o sangue
derramado por jovens de brio
durante a revolução estudantil.
Beatles, Stones, Dylan
Kerouack, Rimbaud, Leary e tantos outros
pregam novos costumes e posturas.
Festivais cantam velhos ideais:
liberdade, igualdade e fraternidade;
Falam em se acabar de vez
com as grandes diferenças do mundo.
Falam de liberdade,
paz de espírito e amor pela vida,
mas, a vida agradece, e se compadece
enquanto o mundo assiste a tudo
impassível, e por cima do muro
sem ter vontade de mudar...
Que mais pode o homem fazer,
para despertar o olhar crítico
que vem de dentro de toda hipocrisia
que ele mesmo ajudou a cultivar?
Que mais pode o homem fazer,
para combater sua própria incapacidade
de não querer enxergar um passo sequer
diante do seu próprio tempo?
As respostas parecem estar
esvairando-se pouco a pouco
com o passar dos tempos.
Porque, no fundo, no fundo,
nada mais somos do que
apenas mais um tijolo
revestindo o Muro da Vergonha
que, certamente, não é da Alemanha.
Ele existe em toda parte.
LIVRE
Há sempre um sonho
que nasce ao despertar,
trazendo mais luz,
um sopro de euforia.
Trafegando entre as ruas
incertas da realidade,
deslizando num escorregador
feito criança solta ao tempo.
Crescer, gerar, dar vida.
Unir-se, gota d' água ao oceano
pensar como rei de nada
ser nada de ninguém.
Portas, fronteiras abrir.
Ultrapassar, cavalo de trote macio.
Contínuo, inexplicado,
de trote macio.
A cada despertar
um sonho, outro dia.
Como rei de nada
ser nada de ninguém.
que nasce ao despertar,
trazendo mais luz,
um sopro de euforia.
Trafegando entre as ruas
incertas da realidade,
deslizando num escorregador
feito criança solta ao tempo.
Crescer, gerar, dar vida.
Unir-se, gota d' água ao oceano
pensar como rei de nada
ser nada de ninguém.
Portas, fronteiras abrir.
Ultrapassar, cavalo de trote macio.
Contínuo, inexplicado,
de trote macio.
A cada despertar
um sonho, outro dia.
Como rei de nada
ser nada de ninguém.
"ENGANA-VISTA"
Com a idade vai a beleza.
Com a adolescência vai a curiosidade de descobrir
no amor de verdade, já que
na realidade nada se fez.
Nós tentamos outra vez...
As folhas secas no chão.
Os ventos que vem e que vão.
A saudade e a dor.
A tristeza no amor.
Além disso, a ferida
marcando a vida.
Será desta vez que tudo se fez?
E se não for?
Nós tentamos outra vez...
Com a adolescência vai a curiosidade de descobrir
no amor de verdade, já que
na realidade nada se fez.
Nós tentamos outra vez...
As folhas secas no chão.
Os ventos que vem e que vão.
A saudade e a dor.
A tristeza no amor.
Além disso, a ferida
marcando a vida.
Será desta vez que tudo se fez?
E se não for?
Nós tentamos outra vez...
PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA E DESCORADA
A falta do que fazer
a falta do que dizer
a falta de vergonha
já não envergonha tanto.
Tanto quanto tolos
discursos esparsos
e juras e promessas
compressas na hipocrisia
que um dia elegeu o rei.
Hoje em dia, eu já não sei
se é mais decadente
aquele que mente
ou se é aquele que consente.
E a falta de coragem
da massa que se arrasta trôpega
na covardia de não lutar
já não faz mas falta.
O que falta, é vergonha na cara.
E assim, tudo se vê, nada se faz...
Corja indecente e sutil.
Pátria amada, idolatrada
e mãe gentil...
a falta do que dizer
a falta de vergonha
já não envergonha tanto.
Tanto quanto tolos
discursos esparsos
e juras e promessas
compressas na hipocrisia
que um dia elegeu o rei.
Hoje em dia, eu já não sei
se é mais decadente
aquele que mente
ou se é aquele que consente.
E a falta de coragem
da massa que se arrasta trôpega
na covardia de não lutar
já não faz mas falta.
O que falta, é vergonha na cara.
E assim, tudo se vê, nada se faz...
Corja indecente e sutil.
Pátria amada, idolatrada
e mãe gentil...
"CRIAÇÃO"
Quando foi que o homem
sentiu-se perfeito no amor?
será antes de ter conhecido
a mulher que lhe foi destinada?
Quando foi que a mulher
sentiu-se amada?
Será que foi antes
de perceber o machismo?
Quando será que o homem e a mulher
vão sentir o desejo de ser um só,
como a vontade do criador?
ALÉM DE MIM
Olhe aqui,
dentro além dos meus olhos.
Não procure entender.
Olhe aqui,
por trás do meu sorriso.
Não procure entender.
Vamos ser somente
homem e mulher.
Não procure entender.
Versando - Um pequeno ensaio sobre a vida e outras coisas
I
É estranho sentir a sensação correta,
sendo que a verdadeira guerra,
é travada entre os imprudentes
e os incapazes de viver num mesmo mundo.
É estranho sentir a sensação correta,
sendo que a verdadeira guerra,
é travada entre os imprudentes
e os incapazes de viver num mesmo mundo.
-0-
Se for difícil plantar
a paz no mundo,
plante dentro de sí,
uma semente chamada liberdade.
-0 -
Ninguém está só no mundo.
Todos nós, temos alguém,
mesmo que este alguém não se revele.
Versando - Um pequeno ensaio sobre a vida e outras coisas
II
Chuva cósmica,
antena parabólica.
Mente retórica,
suave à luz da lua.
-0-
Dissidentes e renegados
viajam de outros mundos,
nas galáxias dos meus sonhos.
-0-
As noites são como crianças aladas.
Meigas, somos puros se meigos somos noite.
Livres, voamos num instante noite.
Noite, somos crianças aladas.
Chuva cósmica,
antena parabólica.
Mente retórica,
suave à luz da lua.
-0-
Dissidentes e renegados
viajam de outros mundos,
nas galáxias dos meus sonhos.
-0-
As noites são como crianças aladas.
Meigas, somos puros se meigos somos noite.
Livres, voamos num instante noite.
Noite, somos crianças aladas.
Versando - Um pequeno ensaio sobre a vida e outras coisas
III
admirável night
fantasmas elétricos aos cantos
letreiros luminosos.
Tudo fora de suspeita
todos fora de sí.
Admirável povo novo
admirável night
fantasmas elétricos aos cantos
letreiros luminosos.
Tudo fora de suspeita
todos fora de sí.
(retirado do poema Blues Urbano )
-o-
É preciso um olhar estrangeiro
intrépido, intrínseco,
para se olhar fora de sí mesmo.
Um olhar fora de sí mesmo.
Um olhar vindo de longe,
longe de qualquer indício de razão...
( introdução do Manifesto O conformismo da ignorância )
-o-
Estamos sempre, querendo ver
o que há do outro lado da colina
e esse instinto nos faz caminhar,
cada vez com mais determinação,
rumo ao horizonte desconhecido.
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